"Se eu pudesse contar uma história com palavras, não precisava de andar com uma câmara". Lewis Wickles Hine
E eu assino por baixo!
“ (…) a sua possante estatura, os seus óculos de ouro, a sua barba grisalha, em colar, por baixo do queixo, um tique nervoso que tinha numa asa do nariz, a dureza da sua voz, a sua austera e majestosa tranquilidade, os seus princípios antigos, autoritários e tirânicos e a brevidade telegráfica das suas palavras.”
"Singularidades de Uma Rapariga Loira", Eça de Queirós, in Contos, 1902
Esta série de fotos foram tiradas no antigo Campo de Concentração do Tarrafal de triste memória, onde agora funciona uma escola e tudo serve de recreio para as crianças.
“Nada me prende, a nada me ligo, a nada pertenço. Todas as sensações me tomam e nenhuma fica. Sou mais variado do que uma multidão de acaso, Sou mais diverso que o universo espontâneo (…) Merda p’rá vida! (…) Ter deveres estagna, Ter moral apaga”
“E então, por mais que a gente diga que não, começam a aparecer as pegadas históricas do Dinossauro que nos andou a foder a vida durante cinquenta anos. Adivinhamo-las à super-superfície do vidro, são manchas fósseis, gretadas, então não se vê logo?, e, escuta à distância, ouve-se o carrossel do medo. Aqui e ali vão-se levantando farrapos do muito que em nós se adiou e do muito que em nós se morreu, e nalguns casos podemos até distinguir o traço de liberdade que abrimos com os nossos livros nessa desolação prolongada. Pronto, estamos feitos, José. De agora em diante começa o rememorar, devias saber.”
Fumar ao Espelho,
Cardoso Pires por Cardoso Pires, entrevista de Artur Portela, Publicações D. Quixote, 1991
“Marx, Darwin e Freud são os três maiores chatos do mundo Ocidental. A popularização simplista das suas ideias lançou o nosso mundo para dentro de uma camisa-de-forças mental da qual só conseguiremos escapar apenas através da mais anárquica violência.” William Golding, em conferência na Alemanha, 1980